18 de julho de 2009
Para todos que ainda não desistiram de acessar esse blog...
Pulando partes que serão ainda melhor detalhadas, 3 dos 5 integrantes, nesse momento já alcançaram solo pátrio. Rienzy, Igor e Kimã já dormem em suas confortáveis camas, comem das nossas tradicionais (e deliciosas) comidas regionais e festejam o lar, doce lar tão merecido depois de 6 meses de aventuras em terras sulamericanas. Continuamos eu e mano Petrus (O Mago) em nossa jornada seguindo ao sul e em breve alcançando o Brasil. Já depois de 1 mês e 20 dias na Colômbia, estamos conhecendo, nesse momento, o belo centro histórico e os vulcões que rodeam Quito, capital do Equador com seus quase 3 000 metros de altitude.
Muita coisa aconteceu desde a última atualização até agora... Muita gente que conhecemos, muitas realidades exploradas, muitas paisagens bonitas .... ah, os Andes ....
Por enquanto, ficarei devendo maiores informações e fotos dos lugares que visitamos.
Por enquanto falo apenas de muitas das pessoas que conhecemos. É incrível saber que existem pessoas de bom coração no mundo, e não apenas saber mas conviver e comprovar. Como a família de Colombianos que nos hospedaram em sua casa nas nossas últimas semanas na Venezuela, ou como os amigos que conhecemos em Bogotá... esse convivio nos faz perceber o quanto estamos cegos de desconfiança de tudo e de todos e não nos damos conta. Há tanta gente interessante para se trocar experiências... e não permitimos que essas se aproximem... Fomos e somos induzidos (a própria história explica) a temer o desconhecido.
Mas conhecendo pessoas assim tão boas ao longo de toda nossa viagem, vemos que apesar de seres humanos involuntariamente corrompidos, ainda temos salvação.
8 de maio de 2009
Montanhas e mais montanhas...
Mas só para atualizar vou mandar uma foto da vista de onde estamos ficando aqui em Mérida:
Simplesmente um dia as nuvens se afastaram e esta assim...
Mas só pra atualizar o pessoal com fotos...
Eu com tranças e com barba...e o depois hahahahha(meio hippie né?)
Petrus sendo ele mesmo.
Essa é uma galera muy buena onda da suiça Simon(o cara mais doido que eu já conheci! hahaha), Mattheu e Mime a namorada colombiana de Simon, que conhecemos por aqui...
Galera sagaz tomando picolé nos Andes:
Vale salientar que Petrus, o Velho, está com cara de triste por que se lembrou que na sua idade nao pode ficar tomando picolé assim por causa da gripe..hahAUhuHAhuAhU
p.s : Vespa: nao digo o que é arepa! hahahahhhah
http://es.wikipedia.org/wiki/Arepa
hahahah olha ai!
27 de abril de 2009
Nas nuvens...
e claro, o convívio diário com os seguranças já que usávamos o banheiro deles para tomar banho, tinham uns muito tranquilos como o nosso amigo Mário... outros a convivencia nao era tao pacifica... mas a noite sempre terminava da mesma maneira... eles nos trancavam no piso 6 (ê piso 6!) e de lá só saíamos no outro dia pela manha. Mas no geral, eram gente boa!
Antes de nos despedirmos de vez de Caracas, de Luís, de Diana, de George, da Aveia e de Mário, tomamos a mesma direçao que tinhamos ido para a cachoeira com George semanas antes, mas dessa vez, andamos mais de 4 km para chegar até o topo do Pico Oriental... um dos mais altos que envolvem a paisagem panorâmica de Caracas e sempre aparece nas fotos da cidade escondida entre as nuvens...
entre as nuvens... pois bem...
A súbida foi cansativa... Tínhamos que parar o tempo inteiro para descansar, mas nao era interessante se deter muito tempo, pois nao parecia ser uma boa idéia chegar ao topo a noite. E foi cansativo...
O primeiro estágio era chegar na Silla, um espaço entre o Pico Oriental e o Pico Ocidental onde pensávamos que iríamos encontrar água... seca ilusao... quando chegamos na Silla encontramos uns caras que estavam fazendo o mesmo caminho que nós e nos presentearam com essa informaçao... pensávamos que teria algum posto de assistência a desocupados que gostam de subir picos altos, cansativos e perigosos... pois é, nao tinha, descobrimos um pouco tarde isso, pois já estávamos quase sem água. Mas enfim... já nao tinha muito o que fazer... subimos... e subimos... e quase sem força para continuar descobrimos uma bela vista... e todos os fenomenos naturais que nos fazem querer ver sempre mais ... Foi mais ou menos isso que aconteceu.
Depois de tanta mata fechada me sentia nas nuvens (literalmente) podendo disfrutar de uma visao panoramica tao rica... Frio, fome e sede as vezes compensa... mas deixando os dramas de lado, chegamos no fim da tarde no topo e de lá pudemos ver o sol se pôr no horizonte... até tenho umas fotos aqui para mostrar o que vi... mas confesso que nao passa perto do que é subir aquilo tudo e poder admirar um espetáculo de cores vivas entre raios de sol, sombras de montanhas e nuvens...

Eita mulesta!
Dormimos lá e podemos comer as arepas geladas mais gostosas que já comi desde que aqui entrei quando Petrus e Kima se juntaram a nós, eu, Rienzy e Igor iniciamos a subida antes deles.
Depois da noite fria e um pouco mal dormida, tudo valeu a pena de novo, a manha que logo se tornou nublada e que poderia ter sido mais clara, também proporcionou outro vislumbramento único acima das nuvens.
Com pouca água descemos com sede e fome. A montanha parece castigar os músculos das pernas dos desavisados. Nao me esqueço mais quando cheguei até a torneira mais próxima e pude beber água... Estava nas nuvens outra vez...
Ah, e hoje é aniversáio do famigerado Indio.
Parabéns ae seu cabra!
Ps. Por falta de tempo, ficarei devendo as fotos que registrei dos momentos ocorridos...
Mas voltarei!
23 de abril de 2009
5 de abril de 2009
Figuras Carimbadas
Eduardo: De família espanhola, é um sujeito muito culto que parece saber tudo a respeito da Venezuela, desde as melhores cachoeiras à melhor música. Com seu jeito peculiar e meio didático de falar, nos impressionou seu comprometimento aos seus ideais - apesar de toda sua cultura, prefere trabalhar no campo e em construção civil, longe de aquisição de riquezas.
Justo: Espanhol, está a três anos viajando pela América Latina. É chefe de cozinha por profissão e chegou na casa de 35 em cima de uma bicicleta, apesar de seu pé quase em estado terminal (exagero é bom e eu gosto). Marcou por utilizar o copo de Igor e a panela do almoço para lavar seu pé inxado... um tanto desagradável.
George, vulgo Mestre dos Magos: Grande mestre dos magos! Nosso primeiro anfitriao de Caracas, aparece e reaparece sem seguir um padrão físico plausível. No banheiro, no metrô, na UBV, quando você menos espera - lá está George! É claro, sem mencionar sua maneira de andar única, contando com passinhos de salsa, assobio e estalado de dedos... figuraça!!
Luís Millán: Não tem nem como descrever o tanto que esse cara nos ajudou. O coordenador nacional de estudos políticos e governo desde o começo nos tratou como verdadeiros amigos do peito. É válido ressaltar seu bom gosto pela música e pela matemática, claro! Não poderíamos estar mais gratos por todo o companheirismo desse torcedor da seleção canarinha... Valeu, seu Luís!!

Diana: Professora brasileira da UBV, trabalha junto com o Luís na Coordenação de Estudos Políticos e Governo. Desde que chegamos em Caracas ela nos passou todos os contatos possíveis de brasileiros e figuras políticas da cidade. Apesar de tudo ainda foi meio chato lembrar com ela do sabor da comida brasileira comparado aos pães com mortadela que temos que comer aqui... fazer o quê? Mortadela é vida! hehe
Freddie: Parceiro que nos recebeu incrivelmente bem na Posada de la Vida. É um artista que faz vitrais, ganhou muito dinheiro, rodou o mundo e quase perdeu tudo por conta das drogas (inclusive sua mulher e filha a quem tanto ama). Sempre nos passava umas arepas roubadas do restaurante da pousada enquanto nos impressionava com sua história de vida.
Wallace: Carioca botafoguense (pasme, Furunco!! Encontramos enfim outro botafoguense!), chegou em Caracas a fins de pesquisa para seu doutorado. Depois de perder seu vôo de volta para o Brasil, veio parar na UBV e por acaso acabamos esbarrando com ele. Subimos à Coordenação e passamos a noite rindo e compartilhando nossas impressões da cultura venezuelana. Foram poucas horas juntos, mas nos despedimos felizes de ter feito um novo amigo... por mais que seu gosto pelo futebol seja zuado hehehe (sacanagem).
Faltaram alguns elementos... mas esses permanecem no pensamento!
Sem mais, hasta luego, chamos!!
4 de abril de 2009
Luís VS Luís
2 de abril de 2009
Excesso de bagagem
Mas essa postagem nao é para denegrir a imagem do colega(isso virá depois...rsrs), dessa vez venho falar de uma situaçao muito comum durante uma viagem: o excesso de bagagem
Depois de um tempo de viagem, ao colocar a mochila nas costas, é muito fácil dizer se ela está mais pesada ou mais leve do que antes. É simples dizer se você está esquecendo algo, ou levando mais do que deveria.
Umas coisas pesam mais do que outras, entao é possível que você nao note uma camisa ou uma calça a mais que esteja levado, mas com certeza vai notar uma arrogância, temerosidade, ou aquela velha insegurança que você esqueceu de tirar da mala antes de sair de casa.
O mochileiro tem que ser antes de tudo prático, nao deve carregar peso extra, de forma que mais cedo ou mais tarde vai ter que tomar a decisao de abandonar algumas coisas pelo caminho. Mas também encontramos coisas pelo caminho que podemos ou nao levar conosco. Às vezes parece que passamos por uma peneira, e no final tudo resta é exatamente aquilo que precisamos. Entao mesmo que sejamos teimosos em manter coisas desnecessárias, mais cedo ou mais tarde até a própria teimosia fica pelo caminho.
É interessante onde e quando achamos as coisas. Petrus por exemplo está sempre achando coisas pelo chao. Nao passa um dia sem que ele ache algo, na rua , no banheiro, em cima de uma árvore, etc. Já eu, nao acho coisas o tempo todo, mas eu tenho minha cota de sorte, já achei coisas muito interessantes no metrô de Caracas, por exemplo.
Interessante também é o que nos faz perceber que estamos levando algo que nao deveriamos.
Alguns dias atrás George, deixou a barraca de Kima no posto do guarda parque no monte Ávila. Entao eu e o Sr. Cucarachita tivemos ir ao monte para buscar a barraca. Pouco antes de chegar ao pé da montanha achei uma bota no rua. Em "perfeito" estado.
Obviamente como nao poderia deixar de acontecer comigo ele nao deixou a barraca no pé do monte. Nao. Ele deixou lá em cima, e nós subimos para busca-la.
A subida que já nao é muito fácil, ficou ainda mais interessante, quando o guia nos pediu ajuda para levar uma feira para o posto do guarda parque. Imaginem a gente carregando as compras montanha acima.
Com o peso de tudo aquilo e mais minha bolsa tive que deixar a bota na montanha, para tentar chegar de pé lá em cima. Engraçado, às vezes as situaçoes mais inusitadas nos fazem pensar.
Lá subindo a montanha com os sacos de supermercado consegui responder uma pergunta que estava me fazendo desde que fui ao Parque Miranda procurar uma coisa que tinha perdido.
Porque eu estava procurando aquela coisa?
A resposta era que nao fazia sentindo, porque eu nao precisava dela.
Na subida, Kima ficou numa parada, e eu segui com as compras para pegar a barraca. Pedi informaçoes sobre como chegar no guarda parque(explendida forma de subir uma montanha: pedir informaçoes...¬¬), e como eu tenho muita sorte me deram a informaçao errada. Entao eu subi, e subi, e subi...
E o saco da carne rasgou...
Voltei pra dizer para Kima que o guarda parque era que nem deus(nao existe, sacaram a piada sagaz? ¬¬)
E descobri que era exatamente onde eu tinha deixado Kima.
Lá embaixo descobri a bota exatamente onde eu a havia deixado. Me senti com sorte. Ganhei uma bota de presente, mas havia deixado algo lá em cima no Ávila.
De qualquer forma eu desci com a sensaçao de me livrar de um peso desagradavel.
Nao sei ao certo o que deixei por lá. Mas eu estava com algo desnecessário.
E com certeza agora estou mais leve.

p.s: Gracias a una chica que me hizo darme cuenta de eso
=D
24 de março de 2009
Mensagem de Apoio aos estudantes campinenses
Diante do anúncio de mais um aumento tarifário, movimentos estudantis campinenses articularam-se e realizaram o primeiro protesto contra a medida na segunda feira (16), onde foram fechadas avenidas da cidade. Em seguida o movimento dirigiu-se ao SITRANS em protesto também a declaração do superintendente da instituição, Anchieta Bernardino, que culpou os estudantes como causa de necessidade do aumento. Após arremesso de ovos na fachada do prédio os protestantes invadem o terminal de integração onde realizam protesto e em seguida a dispersão do movimento com seus participantes usufruindo gratuitamente do sistema de transporte coletivo.
Na terça feira, segundo dia de protestos, os estudantes da UEPB, estudantes secundaristas (principalmente do Colégio Estadual da Prata) e alguns poucos estudantes da UFCG fecharam o trânsito da cidade novamente, mas dessa vez o alvo principal era outro: A prefeitura. Houve a invasão do prédio da Secretaria de Finanças e Administração e a exigência de um diálogo com o prefeito. Após algumas horas no prédio e um telefonema avisando que o prefeito estaria na cidade de João Pessoa em reunião o movimento segue novamente para o terminal de integração que é invadido e há a promessa de um novo protesto.
Após interditar as ruas do centro da cidade no terceiro dia de mobilização (quinta feira, 15), a Câmara de Vereadores é ocupada pelos estudantes que realizam sua reivindicação e o presidente do Poder Legislativo afirma estar disposto a marcar audiência com os estudantes. Após a dispersão do movimento no terminal de integração entra em cena a polícia com seu despreparo, autoritarismo e brutalidade que tomam alguns estudantes como bodes expiatórios sendo agredidos e presos sob acusação de dano ao patrimônio público e desacato a autoridade.
Chega a ser vergonhoso algumas atitudes e veiculação de informações nos meios de comunicação. No dia seguinte a agressão policial todos os noticiários de TV, rádio e jornal impresso falavam em “Confronto de estudantes contra policiais”, mas como iria haver confronto se a polícia agrediu e prendeu estudantes sob a acusação de danificar o patrimônio público que encontrava-se e permanece intacto até o presente momento, estudantes que foram surpreendidos e não puderam reagir diante da covardia policial?
Os sete estudantes levados a delegacia foram liberados e responderão processo em liberdade, mas após exames de corpo e delito e a apresentação de vídeos da ação policial (além de depoimentos de testemunhas presentes no local) serão realizadas investigações sobre as agressões e abuso de poder, que provavelmente terá seus algozes impunes.
Hoje após pagar a passagem em um ônibus da empresa Cabral perguntei ao cobrador o que ele achava sobre o aumento. Sua resposta foi: “Eu não posso achar nada”.
Há exatamente uma semana Campina Grande assiste a protestos contra o aumento da passagem de transporte público. Há exatamente uma semana viemos lutando por nossos direitos e contra o aumento abusivo que anualmente é imposto pelos grandes empresários. Cabe perguntar se é hora de desistir após agressão policial, ou se você, cidadão também não tem o direito de “achar nada”.
TEXTO "ROUBADO" DE SANDRO "VESPA" MANGUEIRA - ESTUDANTE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA UEPB19 de março de 2009
Protestos em CG

Nesse momento acabamos de ver imagens dos protestos ai em Campina, e realmente eu tenho que dizer o quanto estou chateado (mas nao surpreso) com mais esse aumento no preço das passagens.
Pra variar, a policia fez o seu "trabalho", e foram, se nao me engano, 8 estudantes presos, fora as agressoes de praxe.
Acreditem, hoje, mais do que nunca eu queria estar ai em Campina com vocês.
Força companheiros!
Foto roubada de Thiago Judeu
O país dos Anfitriões! "¡Dale, Venezuela!"
Petrus de namorico com seu mangueador, Eu de sorriso amarelo, Rienzy com cara de desconfiado, Igor dormindo e Luís com cara de PJ! hehe"Bueno", falar um pouco de Santa Elena de Uairen é algo que os meninos explicaram bem! Já tinha ido lá, mas não dessa maneira tão nova! Conhecer uma galera muito mais que bacana, como "El Dios X-35", sua mulher "13" e seu filho Cosmo, além de "Lord Eduardo Sanchez"/"Satanás", "Pakal" e Holffman, um cachorrinho muito elétrico que além nos arranhar e morder bastante e pedir comida, deu um jeito de rasgar um pedaço da calça de PJ! hehehe! Ah, e não podia esquecer dos mosquitos que deram conta de mostrar quem realmente é dono da Gran Sabana!
Foi essa galera que nos recebeu no lugar onde mora, da melhor maneira! Começamos nossa viagem com uma sorte em conhecê-los! O lugar é muito bonito, além de nos trazer a um contato maior com a natureza e esquecer um pouquinho de um mundo um tanto complicado. Conviver com esses "chamos" durante três dias nos mostrou a maravilha de cozinhar na lenha, dividir uma sopa deliciosa feita com Ají(um tipo de pimentão pequeno) e Plátano(Banana comprida verde, que se cozinha junto com a sopa), tocar um pouco de flauta e melódica com Pakal, acordar ao canto de pássaros e ouvir a boa conversa de toda a galera auto-denominada de "Terceiro Grupo". Conversamos muito sobre suas opiniões políticas e o que percebi foi uma certa insatisfação com a idéia que se tem sobre política na Venezuela. PARA ELES, enquanto se faz um jogo Direita x Esquerda, onde a publicidade é o foco da questão, tanto por parte do governo quanto dos "Escuálidos"(como se chamam os opositores de direita aqui), o povo está cego e não há uma mudança real de pensamento, apenas uma idolatria que, historicamente, mostra o retrocesso dos processos de possível mudança social. E Santa Elena foi só a primeira cidade... Nada de agarrar conceitos cedo demais. Mas me guardei numa pergunta, que se aplica não somente à Venezuela:
As Pessoas realmente pensam de forma crítica ou acham que pensam, porque alguém/algo lhes manipula até que elas acreditem q estão pensando?
[...]
Agora estamos em Caracas, vendo outras coisas acontecerem, e ainda é muito cedo para termos uma opinião bem concreta do que estamos observando.
E enquanto procuramos respostas para uma série de questionamentos que nos aparecem, indo atrás de gravações para o nosso documentário, vi que estamos num País tão peculiar que chega a ser difícil descrever tanta novidade. Aos poucos tentaremos descrever isso tudo!
A Venezuela, como exemplificou Eduardo e 35 em Santa Elena (e eu não paro de repitir, pois foi um adjetivo bem encaixado), é como um Mini-Mundo, cheio de diferenças de clima, vegetação, relevo... Aqui se vê Gran Sabana, com montanhas, quedas d'água, uma paisagem maravilhosa e natureza rica por estar no maciço das guianas(região dos tepuis), se vê Los Llanos, região que ainda não conhecemos mas escutamos falar do povo muito solícito e batalhador, que dribla as adversidades da natureza, por viverem numa terra difícil, como no Nordeste do Brasil, se vê Mar do Caribe, com praias que parecem paraísos fictícios de propagandas de creme dental(hehe), se vê a região dos Andes, desertos, floresta amazônica... uma variedade da porra!
E se vê Caracas, cidade de clima tropical que nos presenteou com um friozinho de surpresa! Ah, e que também nos surpreendeu, olha o que se vê no meio da cidade:
Monte Ávila, ao fundo.
Essa foto precisa de legenda? kkkkk! George apresentando um leão tristonho de Caracas a uma parte do grupo!E isso é só o começo! Além de George, nomes como Luis Millan, Diana, Freddy e outros mais vocês vão escutar muito nas outras postagens!
Posso dizer com certeza que o frio de Caracas que me pegou de surpresa tá sendo compensado com o calor humano que encontrei aqui!
"¡Dale, Papa! Vamos aprovechar toda esta vaina, ¿si?"
Galera da pesada: Saskia e Till(Galera da Alemanha), Igor, Eu, George, Luís, Petrus e Rienzy!P.S.: Às nossos pais e outros que não gostem de palavrão, me desculpem, foi só pra enfatizar!
17 de março de 2009
Caracas - Parte 1
Entao saimos cedo do quartel, e fomos ao terminal apenas pra fazer uma pesquisa de preços.
Após algum tempo discutindo pra onde iriamos, desistimos da ideia de ir para Ciudad Bolivar. Mas ainda nao sabiamos para onde ir
(E por falar e comida, enquanto estavamos no terminal me lembrei do nosso estimado colega Pompeu, devido a uma rosquinha muito boa que comi por ali)
E nao aconteceu mais muita coisa, fora um episódio interessante (e que demonstra como Kima tem cara de gringo) quando fomos ligar para casa, e queriam nos combrar 30 reais o minuto.
Quando estavamos prestes a ir embora do terminal, nos demos conta que o onibus das 11:00 para Caracas estava parado. Eram 10:59. Rapidamente perguntei se havia vagas no onibus, e de fato havia. Tivemos cerca de 30 segundos para decidir, ou melhor: Mais uma vez deixamos o acaso decidir por nós. Embarcamos no onibus quase sem pensar(e eu confesso que esses imprevistos estao se tornando bastante interessantes).
Partimos para Caracas, sem saber onde iriamos ficar. Sorte que pouco antes de embarcar eu consegui ligar para um amigo nosso que mora em lá, o já citado, George Moreno(e sim, Theofilo,esse é o nome dele de verdade...), mas nao entendi muito bem o que ele dizia, e só tive tempo de avisar que chegariamos às 21:00 daquela mesma noite.
A viagem transcorreu sem nenhum fato notável, fora o fato de passarmos por um estado venezuelano, que é identico à Paraiba!
A vegetaçao, as casas, tudo parecia igual. Era como estar em casa. A semelhança era tanta que por um momento achei que estava passando por uma rua de Sumé!
Ah, outra coisa: o onibus quebrou. E seguiu viagem a quase 20 km/h.
Por isso atrasamos umas 2 horas, mas n fazia diferença quando chegariamos, porque n tinhamos onde ficar mesmo...
Assim que descemos na rodoviaria, constatamos uma coisa chata: Caracas nao tem aquele clima tropical que imaginavamos! kkkk
Infelizmente descubrimos isso ao mesmo tempo que vimos que iamos dormir na propria rodoviaria.
Estava um frio miseravel!
Me parece que estava 9 graus em Caracas, otimo para uma cidade tropical...¬¬
O lado bom da coisa era que George estava nos esperando na rodoviaria. O lado ruim, era que nao havia mais transporte para a cidade(o terminal ficava a uma meia hora de Caracas), e George n tinha carro.
O interessante foi a casualidade com a qual ele disse isso:
"Infelizmente n há mais transporte - ele"
"E como tu vai voltar?- eu"
"Ah, n vou...hahaa"
Afinal de contas ele dormiu no chao também....
Isso que é anfitriao!
15 de março de 2009
Venezuela, o pais do no se puede!
NO SE PUEDE!
Sem nenhum exagero, eu posso afirmar que essa é a frase que nós mais ouvimos desde que entramos na Venezuela.
E como a cada dia a lista aumenta, vamos postar aqui o que até agora fomos proibidos de fazer:
1. No se puede comer na rodoviaria
2. No se puede colocar o pé no banco da rodoviaria
3. No se puede tirar fotos do palácio de Miraflores
4. No se puede tirar fotos perto do palácio de Miraflores
5. No se puede tirar fotos na direçao do palácio de Miraflores mesmo que se esteja a kilometros de distancia dele
6. No se puede comer nos onibus intermunicipais
7. No se puede carregar comida dentro desses onibus.
8. No se puede manter as cortinas abertas em viagem de onibus.(mesmo viagem de longa duraçao)
9. No se puede vender pulseiras na Universidade Central da Venezuela
10. No se puede CONFECCIONAR pulseiras na Universidade Central da Venezuela
11. No se puede subir em cachoeiras
12. No se puede dormir até mais tarde no terminal de onibus, aparentemente é mau exemplo para as crianças(desculpe por n ter onde dormir!)
E meu segmento predileto: No se puede no
1. No se puede correr
2. No se puede sentar
3. No se puede tirar fotos
4. No se puede comer
5. Eu ñ entendi muito bem o desenho, mas ao que parece: No se puede levar malas no metro(tiraria uma foto disso se nao fosse proibido)
6. No se puede fumar
Galera transgressora
11 de março de 2009
Mira coño, estamos jodidos!
Depois de uma estadia confortavel em Santa Elena seguimos para Puerto Ordaz. Atè agora nao sei de quem foi essa ideia estupida, mas no momento realmente, pareceu uma boa ideia para todos. Nao sabiamos o que nos esperava...
chegamos as 5 da manha, de forma que deu atè tempo de um coch
A cidade parecia como qualquer outra cidade grande. Com Mcdonald´s , e shoppings por todo lado. Parecia um cidade artificial. Artificial e auto-explicativa: A praça dos tubos estava cheio de tubos; e a praça do ferro...bem...estava cheia de ferro!
Depois de passar por avenidas muito largas, e de algumas ligaçoes mal sucedidas, decidimos fazer a coisa mais logica numa situaçao dessas: Pedir abrigo ao prefeito!
Mientras eu e Kima partimos para mais essa aventura, o resto da galera ficou com mais um momento pao com mortadela!!!!
Entramos num onibus sem a certeza de estar indo para o lugar certo, porque a sede da prefeitura ficava em o que era outra cidade, antes da uniao das duas; ou seja a sede de uma cidade ficava na outra, meio perdidos seguimos rumo a San Felix mas como as piadas infames de Kima chamaram atençao, logo uma senhora começou a conversar e nos explicou onde deveriamos ir. Ela pensou que nós eramos caça-talentos, e pensou que era essa a oportunidade dela, falou que era atriz e tal.
Depois de uma viagem um pouco longa, chegamos a San Felix, a sede da prefeitura. O que nao seria nada extraordinario, fora o fato de que todo mundo a quem pediamos informaçoes dizia:" No te metas por San Felix", ou "San Felix? É por ali....mas nao vá pra lá! Voce vai ser roubado" etc. Falaram tao mal do lugar que quando finalmente descemos do onibus, Kima ja estava pedindo para ir embora. Corremos logo para a Alcaldia(prefeitura), com a esperaça de pelo menos conseguir um rango gratis.
Chegando na recepçao eu incorporei o senhor dos engolobadores, Alberto Granado, e comecei com a ladainha que, apesar de ser verdadem soa comoum 171 miseravel: "Buenos dias, nosotros somos estudiantes brasileños e estamos hacendo un documental pero no tenemos donde quedar...blablabla "
Fomos mandados de uma sala a outra, de um departamento a outro, atè parar no departamento de comunicaçao e imprensa, onde, depois de um cha de cadeira de 1h e 30 minuntos(razoavel para os padroes venezuelanos) fomos apresentados a um cara que faria atè o maior malandro do mundo ficar com vergonha. Era o relaçoes publicas do lugar(que n era o chefe do departamento, mas so descobrimos isso no final). Tirava de tempo, enrrolava, e a cada 1 hora vinha dizer pra gente :"20 minutos e jà atendemos voces". Sem assim atender nossos pedidos, que eram uma entrevista, ou mais importante : um lugar pra ficar.
Mais 1 hora de espera e finalmente fomos apresentados ao presidente do conselho municipal,Rafael Parra, para uma entrevista.
Nesse ponto, a quase um dia sem comer, e sem dormir direito, nós estavamos exaustos, e ambos começamos a dar a boa e velha pescada.
Sorte que uma secretaria, talvez percebendo o nosso suplicio, nos ofereceu um café que deu pra nos seugurar. O Senhor Parra, falou por cerca de 1 hora e 15 minutos ininterruptos, o que seria otimo em uma situaçao normal porque conseguiamos muitas informaçoes, mas com a bateria da camera descarregando, e Kima quase dormindo, eu tentei por algumas vezes, sem sucesso acabar a entrevista. Principalm
Mas realmente foi uma entrevista produtiva. E ao final ele prometeu nos ajudar a encontrar um lugar onde ficar.
Ai que começou o verdadeiro chá de cadeira. Novamente mandados pro departamento de comunicaçao e imprensa, disseram que no atenderiam e "Un momentico".
E de momentico em momentico o tempo foi passando. E passando.Esperamos tanto que ja começavamos a conhecer os funcionarios do lugar. Depois de um tempo(cerca de 2 horas de espera) um funcionario me chamou. Animado, peguei minhas coisas e entrei na sala. Logo ele me explicou que nao iria nos atender, mas sim, que precisava da minha ajuda. Estava moendo um brasileira pela internet, e precisava de uma cantada em portugues...
Em resumo: estavamos a umas 2 hrs e pouco esperando alguma coisa, e o cara me pediu para moer alguem...
Pausa para reflexao
...
...
...
Pelo menos eu estava moendo alguem...kkk
Apareceu mais alguem dizendo um momentico. E outro. E outro.
As pessoas estavam sendo atendidas e iam embora e nos ficavamos. Passamos tanto tempo là que eu ja me sentia parte da decoraçao do lugar.
Mas quem nao se lasca nao tem historia.
Pra encurtar um pouco a historia: passamos ao todo umas 5 horas esperando(em pé), antes de ser atendidos para finalmente recebermos um previsivel nao. Mas como somos brasileiros e nao desistimos nunca, começamos "somos estudiantes...e tal", prestes a nos levantar a moça que estava nos atendendo tirou um envelope cheio de dinheiro da mesa e começou a contar dizendo"tudo que posso fazer é dar uns trocados a voces"... acho que a cara de cachorro sem dono de Kima ajudou porque ela deu 200 contos pra gente. Ou vai que ela contou errado. Sei là.
De quebra pela espera ganhamos duas bandeirinhas da Venezuela um mapa da cidade(alem dos trocados, é claro...), e uma carona de um funcionario que ficou com pena da gente.
Pensam que acabou?
Quando chegamos ao centro os caras ja estavam esperando a gente a umas 9 hrs, e sem saber onde estavamos. E o pior è que as diarias dos hoteis eram cer ca de 400 Bl. por pessoa, n serviriam muito o dinheiro que ganhamos. Eram 9 meia, e o tempo estava passando. Por sorte perguntei a um cara passando onde poderiamos ficar. Ideia meio louca, mas valida.
Foi corre negada até chegar la...e olha que o lugar era mais longe que a rodoviaria. Ficava literalmente na PQP.
Andamos. E andamos. E andamos....e finalmente chegamos ao...(pausa dramatica) quartel de bombeiros local...rsrs
Pela ultima vez do dia me adiantei e comecei "Mira, nosotros somos estudiantes brasileños y estamos haciendo un documental..."
Ai o cara disse com o rosto serio:
-"Em resumo- e o que eu creio que foi uma pausa dramatica da parte dele, para logo abrir um sorriso largo -voces nao tem inde ficar(kkk). Vamos entrando, pode vir!"
Indescritivel o alivio de saber que se tem um teto para dormir.
Depois de um tempo chamei umdos bombeiros para tirar uma foto porque ninguem acreditaria nisso depois(eu nao acreditaria)
Algumas vezes na noite fomos acordados por uma sirene do quartel, mas nada pode nos perturbar porque o pessoal tinha nos dado até colchao pra dormir!
Levantamos cedo no outro dia, e partimos rumo à rodiviari
Mas isso fica pra proxima.
Pois pessoal, quem nao se lasca nao tem historia...
P.s: Valeu mesmo bombeiros de Puerto Ordaz!!!!!
Um pouco mais de Santa Elena
Uma coisa interessante de se notar é que as rodoviarias venezuelanas estao sempre colocadas estrategicamente para serem o mais incoveniente possivel, seja num local que n tenha muito transporte, seja apenas muito distante mesmo.
Essa foto ilustra bem esse fato. Nesse dia tivemos que caminhar cerca de 1 hora e pouco, com as mochilas e tudo, para chegar ao nosso destino. Lá chegamos na praça Bolivar, q
Esse é um aspecto interessante da cultura venezuelana. O culto a bolivar é algo incotestevel. Tanto a esquerda(mais a esquerda) quanto a direita veem nele uma figura veneravel.
E é essa a impressao que se tem. Que um lugar de veneraçao, tanto que em algumas praças da Venezuela, quase nao há bancos para sentar, mas nao falta uma estatua de Bolivar e seu cavalo em posiçao central.
Foi justamente ai que conhecemos nosso primeiro anfitriao, o
É interessante como os caras que vivem no sitio(35, satanas, etc), sem eletricidade, longe do governo e da oposiçao, o fazem por escolha. Por exemplo Eduardo(carinhosamente apelidado de satanas), que é bastante culto, é apenas mais um trabalhador braçal da montanha, em vez de um burgues da cidade. Vivendo de forma simples de forma comunal, esse pessoal nos faz pensar. Será que eu conseguiria eliminar o superfulo do dia a dia? Será que voces conseguiriam?
